Contato:  +55 (61) 3224-5620
Federação Nacional das Associações Pestalozzi

NOSSOS PATRONOS

Johann Heinrich Pestalozzi

Johann Heinrich Pestalozzi foi um pedagogista suíço e educador pioneiro da reforma educacional, influenciando profundamente todas as correntes educacionais. Fundou escolas, cativava a todos para a causa de uma educação capaz de atingir o povo, num tempo em que o ensino era privilégio exclusivo.

Pestalozzi ficou órfã de pai ainda criança, viveu tempos de miséria e preconceito numa sociedade que separava cruelmente ricos e pobres muito mais do que hoje. Teve apenas a mãe como protetora e companheira de luta. Considerava-se um cristão, mas sem defender qualquer religião.

Na Universidade de Zurique, gastou parte de sua juventude nas lutas políticas, mas com a morte do amigo e político Bluntschli em 1781, abandonou o partido para dedicar-se à causa da educação. Pestalozzi dedicou-se ao estudo da educação infantil, numa época em que não se dava muito valor ao assunto, transformando a própria casa numa escola e protegendo crianças e refugiados durante a invasão francesa da Suíca.

Pestalozzi dedicou-se a pesquisa de formas para melhorar o sistema de educação e às crianças carentes. É considerado um dos maiores educadores do mundo e referência na área.

Helena Antipoff

Helena Antipoff foi uma psicóloga e pedagoga de origem russa que depois de obter formação universitária na Rússia, Paris e Genebra, se fixou no Brasil a partir de 1929, a convite do governo do estado de Minas Gerais. Grande pesquisadora e educadora da criança portadora de deficiência, Helena Antipoff foi pioneira na introdução da educação especial no Brasil, onde fundou a primeira Sociedade Pestalozzi, iniciando o movimento pestalozziano brasileiro, que conta, atualmente com centenas instituições. O seu trabalho no Brasil é continuado pela Fundação Helena Antipoff.

Nasceu em 1982 na cidade de Grodno, província da Bielorrússia. Filha de um general do exército imperial, aprendeu as primeiras letras com a mãe, continuando os seus estudos mais tarde numa instituição de nível universitário em São Petersburgo, onde obteve em 1909 o diploma que a habilitava para docência dos cursos infantis.

Aos 17 anos, Helena ingressou na Sorbone, Paris, e mais tarde seguiu para Suíça a fim de estudar com o psicólogo Edward Claparèd, pioneiro do estudo do mecanismo de aprendizagem das crianças. E foi à convite do psicólogo que Helena passou a integrar a equipe de pesquisadores do Instituto Jean Jacques Rousseau, em Genebra. Na Rússia, Helena trabalhou como psicóloga e casou com o escritor Victor Iretzky, com quem teve um filho chamado Daniel.

Em 1929 viaja para o Brasil, à convite do Governo de Minas Gerais, para aplicar os seus conhecimentos no estado. Em 1932, anos após a fundação da Escola de Aperfeiçoamento, Helena Antipoff fundou em Belo Horizonte a primeira Sociedade Pestalozzi do país e começou a atender crianças com desajustamento de conduta e incapacidade de aprendizagem. Influenciado pela Sociedade Pestalozzi, foi criado, em 1935, o Instituto Pestalozzi de Belo Horizonte que funcionava como órgão da Secretaria de Educação onde eram realizadas pesquisas de psicopatologia e genética, endocrinologia, farmacologia e psicologia de aprendizagem.

Outras iniciativas de assistência educacional também partiram da educadora como a Casa do Pequeno Jornaleiro, a Associação Mineira destinada aos escoteiros e o Escotismo Fernão Dias. Também partiu de Helena Antipoff a fundação da Casa de Repouso para escritores, artistas e professores,  a instituição da cadeira de Psicologia Educacional na Universidade de Minas Gerais. Em 1946, junto com o professor e psicólogo Emílio Mira Lopes, Helena cria no Rio de Janeiro, o Centro de Orientação Juvenil (COJ), que vinculado ao Departamento Nacional da Criança tem o objetivo de estudar técnicas de trabalho, demonstração e treinamento de pessoal de orientação psicológica, atendendo aos menores, seus pais e/ou responsáveis, ela criou também uma escola rural em Ibirité, sendo a primeira experiência brasileira na área.

Em 1955 Helena Antipoff sentiu necessidade de criar uma Federação das sociedades para unir esforços e experiências. Em agosto de 1970 foi fundada, no Rio, a Federação Nacional das sociedades Pestalozzi (FENASP), que iria então promover a expansão das instituições dando apoio técnico e se preocupando com uma política de educação justa para as pessoas com deficiência. A partir daquele momento tornava-se realidade mais um ideal de Helena Antipoff e se iniciava o Movimento Pestalozziano brasileiro. Em 1974, a grande educadora falece em Ibirité-Mg, deixando não só àqueles que conviveram com ela, mas também as outras pessoas, uma nova visão das questões relacionadas com a educação. O ex-governador mineiro, Milton Campos, dizia: “Ela plantou dez mil sementes no nosso sertão. Todos os professores e alunos cujas vidas ela tocou hão de continuar agora, sua obra.”